• Orgulho canarinho em 2009

    Às vésperas de encerrar o ano, o Brasil elegeu seus melhores atletas. Na segunda-feira passada (21), o nadador César Cielo e a judoca Sarah Menezes foram homenageados pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Na Suíça, a jogadora de futebol Marta foi eleita, pela quarta vez, a melhor do mundo, na votação da Fifa. O discurso da vencedora emocionou. Marta não apenas agradeceu ao prêmio, como também desejou que o futebol feminino possa crescer cada vez mais.
    Marta, César e Sarah representam todos aqueles que encontraram no esporte um caminho a seguir. Um caminho que exige mais do que vontade. Exige dedicação.
    Para isso, nossos jovens atletas precisam de apoio. Não apenas homenagens, mas o apoio com efetivo patrocínio financeiro, espaço para treinos e acompanhamento – o que recebemos, nós, atletas patrocinados pelo Banco Cruzeiro do Sul.
    Compartilho com Marta é desejo para 2010: que o apoio ao esporte cresça e que o Brasil reflita sobre e perceba as mudanças que essa atividade gera na vida de milhares de pessoas.
    Como atleta, sei do difícil caminho que percorremos, por isso costumo participar de projetos sociais que buscam incentivar a prática do esporte. Por meio do esporte, podemos promover a inclusão social, além do desenvolvimento das pessoas.
    Vivemos em um país repleto de futuros grandes atletas e cada iniciativa é válida.
    Que 2010 venha com boas notícias também nesta área.
    Nos encontramos no próximo ano.
    Até lá.

Bernardo disputará os Jogos Mundiais Militares

No mês de novembro, 72 atletas brasileiros de diversas modalidades, entre eles Bernardo Romano – jogador de vôlei de praia patrocinado pelo Banco Cruzeiro do Sul –, Flávio Canto (judô) e Vicente Lenílson (atletismo), participaram de um treinamento de três semanas no exército. O novo projeto das Forças Armadas busca selecionar destaques no esporte, com o objetivo de reforçar a equipe brasileira que disputará os Jogos Mundiais Militares, no Rio de Janeiro, em 2011.

Em uma conversa animada, Bernardo – agora nomeado sargento temporário – conta como foi o treinamento.

Blog – Como começou o seu treinamento no exército?
Bernardo – Passei as duas primeiras semanas no Forte da Urca. Assistimos a muitas palestras, nas quais aprendemos desde a criação do exército, passando por aprendizado das patentes, que horas prestar continência e para quem. Também fizemos alguns exercícios de como usar a bússola, usar os termos certos, a roupa certa e aprendemos a marchar.

Blog – Como foi a parte prática do treinamento?
Bernardo – Na última semana, fomos para a AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras – em Resende, no estado do Rio de Janeiro. Lá foi a semana mais cansativa e puxada, mas também a mais legal, pois aprendemos táticas para atravessar rios com todo o equipamento, aprendemos a dar todo tipo de nó, fizemos exercícios na pista de corda, aprendemos a atirar de fuzil 762 e eu realizei 16 tiros no stand da academia, uma das melhores experiências que tive lá!

Blog – O treinamento trouxe situações complicadas?
Bernardo – Nos dois últimos dias, saímos para o acampamento. Lá caminhei 10 Km à noite e só enxergava o sargento da frente, com a mochila pesando 12 quilos nas costas. Foram duas horas de caminhada, até chegarmos à mata, e depois ainda tive que montar minha barraca totalmente improvisada.

Blog – Como foi dormir na mata?
Bernardo – Tive que me ajeitar num saco de dormir, onde eu não cabia, mas ninguém mandou crescer demais, né?! Também tive que revezar na ronda de vigia do acampamento durante a noite. Também tive que acordar às 5 da manhã e retornar para o alojamento para finalmente poder tomar um banho e trocar de roupa, depois de quase dois dias de suor, água da chuva, lago.

Blog – Essa foi a parte mais difícil?
Bernardo – Bem, dessa parte da experiência eu não gostei nem um pouco. Nessas horas percebi o valor ao meu banheirinho de casa, com água quente (rs)… Mas tudo foi muito válido, com certeza!

Blog – Você teve que se adaptar a muitas coisas? Conte algumas!
Bernardo – Tive que me acostumar a algumas coisas fora da rotina, como fazer a barba todo santo dia, com direito a inspeção diária. Além disso, para irmos a todas as refeições – seja café da manha, servido às 6 da manhã, almoço ou jantar – sempre tínhamos que ir juntos, perfilados e marchando.

Na próxima semana, Bernardo conta um pouco mais sobre sua experiência e fala sobre como o Exército influenciou sua vida.

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